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O sonho do autódromo de Minas Gerais
continua. São anos de espera, sem que o objetivo
seja alcançado. Os problemas econômicos por
que vem passando o Brasil vêm impedindo sistematicamente
que os aficcionados do automobilismo em Minas Gerais possam
ver os grandes pilotos da terra mostrarem suas habilidades
aqui mesmo em nosso estado. O estado vem ao longo dos últimos
trinta anos, exportando talentos para todo o país,
como foi o caso de Toninho da Matta, vencedor de pelo menos
dez títulos de repercussão nacional, e mais
recentemente para o mundo. Seu filho Christiano da Matta,
e Bruno Junqueira, filho de José Alberto Junqueira,
também muito conhecido em todo o país, quando
disputava provas de turismo juntamente com Vinícius
Pimentel e Clemente de Faria, são hoje a nata dos
pilotos mineiros, pois vêm nos representando de forma
muito competente pelas pistas de todo o mundo.
O automobilismo, entretanto, não se restringe apenas
aos autódromos. Outras modalidades são praticadas
em Minas, com a realização de vários
torneios regionais e campeonatos estaduais disputadíssimos,
como o caso do kart (com pelo menos três pistas de
nível internacional), do rallye de velocidade, do
cross country, da arrancada, do barródromo, e do
fora-de estrada. Mesmo naquelas em que o autódromo
é indispensável, temos pilotos que viajam
pelo país disputando provas importantes, com foi
o caso recente da 30ª edição das Mil
Milhas de Interlagos, quando Eduardo Cunha e Emílio
Camanzi obtiveram resultados expressivos na competição.
No ensejo das comemorações dos quarenta anos
da FMA, completados em 2001, estamos apresentando ao público
mineiro, em parceria com o Shopping Del Rey, veículos
das diversas modalidades praticadas no estado e em autódromos
fora de Minas, objetivando fazer com que todos os interessados
pelo automobilismo possam travar contato direto com os pilotos,
e conheçam de perto os equipamentos utilizados, assistam
aos vídeos, e fiquem por dentro das novidades das
pistas mineiras e brasileiras.
A diretoria da FMA deixa uma mensagem da maior relevância
para todos os jovens amantes da velocidade: “O NOVO
CÓDIGO DE TRÂNSITO ESTABELECEU PENALIDADES
PESADAS PARA O EXCESSO DE VELOCIDADE. NÀO CORRA ESSES
RISCOS. VENHA PRATICAR O AUTOMOBILISMO DE VERDADE, SEGUINDO
AS NORMAS EMANADAS DA FIA E DA CONFEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE AUTOMOBILISMO, EM QUE A SEGURANÇA DOS
PILOTOS E DO PÚBLICO SÃO PRIMORDIAIS PARA
O SUCESSO DAS COMPETIÇÕES. ACESSE www.fma.com.br
ou www.cba.org.br, E FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ACONTECE
NO AUTOMOBILISMO DO BRASIL E DO MUNDO”.
Pista
Há mais de meio século Belo Horizonte já
sediava corridas de automóveis. As famosas “carreteras”
disputaram emocionantes “pegas” no contorno
da Lagoa da Pampulha em 1949. Em 1967, no então novíssimo
Bairro Cidade Nova, uma nova corrida com a participação
de pilotos famosos de São Paulo. As inesquecíveis
corridas do Mineirão vieram em 1969 e 1970, apresentando
ao público os grandes talentos mineiros que começavam
a surgir: Toninho da Matta, Boris Feldman, Kid Cabeleira,
e os saudosos Marcelo Campos, Ivaldo da Matta e Clovinho
Banana. Daquelas corridas participaram também Emerson
Fittipaldi, Wilson Fittipaldi, Nélson Piquet, Paulo
Gomes, dentre outros pilotos famosos da época. Com
a inexistência do autódromo, Toninho da Matta
e outros valores que surgiram depois, como Robertinho Mourão,
Clemente Faria, Vinícius Pimentel, José Alberto
Junqueira, passaram a disputar campeonatos nacionais. O
maior destaque ficou por conta de Toninho da Matta, vencedor
de inúmeros títulos em várias categorias.
No final da década de 80, a FMA realizou o torneio
Rio-Minas, no autódromo de Jacarepaguá. Embora
com um número de pilotos bem menor, Minas Gerais
brilhava, com títulos conquistados por Toninho da
Matta/Eduardo Cunha, Hueber Cimini Jr., e as participações
agressivas de Ivan Mendes, dentre outras. Em 1995, Eduardo
Cunha venceu o Campeonato Brasileiro de Corsa. Thiago Lenza
de Uberlândia venceu de forma brilhante, na Fórmula
Rio (Ford), tornando-se campeão brasileiro em 1998
e em 1999 o melhor estreante do Brasileiro de Fórmula
Chevrolet.. Enquanto isso, Cristiano da Matta e Bruno Junqueira
iniciavam suas carreiras internacionais. Ao passo que Cristiano
vencia o campeonato sul americano de Fórmula 3 em
1998 e o da Indy Light americano em 1999. Bruno sagrava-se
Campeão Mundial de Fórmula 3000. Agora os
dois brilham na Fórmula CART, e se constituem no
maior orgulho dos mineiros amantes da velocidade. Mais recentemente,
tivemos o juiz-de-forano Igor Ciampi brilhando na Fórmula
Chevrolet, tendo vencido a última etapa de 2001.
Em 2002, estará firme na novíssima Formula
Renault, em companhia de Almir Filho, também de Juiz
de Fora, e proprietário da primeira equipe mineira
de pista, sucessora da equipe Petrópolis, tendo como
preparador o premiado Mauro Voguel. Na Formula Truck, o
piloto Pedro Alves também vem dando seus shows nas
provas realizadas nos vários autódromos brasileiros.
Maiores informações podem ser obtidas sobre
as várias modalidades de pista disputadas no Brasil,
através do site www.cba.org.br.
Kart
No final de 1965, começou a ser escrita a história
do kartismo mineiro, quando um grupo de jovens aventureiros
decidiram introduzir o esporte no estado. O saudoso Márcio
Jajour trouxe na volta de uma viagem aos EUA, o esquema
de montagem de um kart 200cc, recém lançado
por lá. Juntamente com o Zico, o mais antigo mecânico
de Minas especializado na área, encomendou ao Sr.
Mário da Mini em São Paulo, um quadro para
o chassis e fizeram aqui em Belo Horizonte, o primeiro kart
200cc da América Latina. Já em 1967, Jajour
tornou-se o primeiro piloto mineiro campeão brasileiro
de kart, em Goiânia, conquistando o título
na 200cc, enquanto Toninho da Matta sagrava-se vice-campeão
brasileiro na 125cc, perdendo apenas para o Emerson Fittipaldi.
As corridas eram realizadas na época, no circuito
do Lagoa Seca Kart Clube, localizado onde hoje está
o trevo da BR 040 para Nova Lima. Enquanto não ficava
pronto o kartódromo Rio Verde, inaugurado no final
da década de 1970, as provas eram realizadas nas
ruas, praças e avenidas da cidade. Os palcos foram
alternadamente a Av. Olegário Maciel próximo
à atual Praça da Assembléia, e junto
à Praça Raul Soares, e Praça Tiradentes
onde correram vários pilotos paulistas, dentre eles,
Emerson Fittipaldi. No interior, Poços de Caldas
já possuía uma pista num dos Parques da cidade,
e o primeiro kartódromo definitivo foi o de Uberlândia,
inaugurado em dezembro de 1978, Nessa pista, Ayrton Senna
sagrou-se campeão brasileiro em 1988. Em seguida,
foi construído o de Ipatinga, em 1982, que também
já sediou provas do campeonato brasileiro em 1991
e 1994. Em 1989, foi a vez de Juiz de Fora inaugurar o seu,
e pouco depois também receber os kartistas de todo
o Brasil no campeonato brasileiro de 1993. Em 1994 foram
realizadas várias corridas no Ceasa de Contagem marcadas
por pegas emocionantes.Em 1995 foi inaugurado em Belo Horizonte
o Kartódromo Serra Verde. No ano seguinte o Kartódromo
Toninho da Matta, em Betim foi inaugurado. Esse último
sediou os brasileiros de 1997 e 2001, e tem sua pista considerada
uma das melhores e mais seletivas do país. São
muitos os pilotos mineiros que se destacaram e que se destacam
no cenário nacional, dentre eles os campeões
brasileiros, Bruno Junqueira, Cristiano da Matta Flávio
Douglas Tito, João Lucas Laborne e Ricardo Teixeira,
além de outros pilotos de alto nível, como
Raphael Mattos, Marcelo Solmucci, Clemente Faria Júnior
e Andherson Abreu. Mais Informações sobre
o kart: www.fma.com.br, www.cba.org.br/kart, www.alkart.net
e www.rbc.com.br.
Arrancada
Essa modalidade, que consiste na disputa de dois carros
de cada vez, acelerando forte por ¼ de milha ou 402,25m.
As primeiras provas dessa modalidade aconteceram ao lado
da FIAT em Betim, em 1976, com a participação
dos tradicionais protótipos, opalas, mavericks, passats,
chevettes, e fuscas, entre outros. Algumas provas foram
realizadas em seguida na Av. Santa Cecília, Bairro
Ouro Preto, junto à Lagoa da Pampulha. Depois o retorno
para Betim, junto à FIAT. Com o início da
construção da Via Expressa, muitas provas
foram realizadas na região próxima à
Universidade Católica, com a fantástica afluência
de um público ávido por muitas emoções.
Duas provas chegaram a ser realizadas na Av. Antonio Abraão
Caram, acesso da Antonio Carlos para o Mineirão.
Essas provas também reuniram um público maravilhoso,
e marcaram história no automobilismo de Minas. As
dificuldades com a topografia local, e as dificuldades para
isolamento de uma via tão importante, levaram de
novo as provas para a Via Expressa, onde novamente muitas
competições foram realizadas. Juiz de Fora
também sediou, na década de 80, uma prova
muito movimentada, às margens do Rio Paraibuna. O
crescimento da cidade e conseqüentemente do volume
de tráfego, novamente impediu que as provas ali continuassem.
Uma única prova foi realizada mais recentemente na
avenida que liga o CEASA à Via Expressa, e hoje carecemos
de um espaço adequado em Belo Horizonte. Em 2001,
foi realizada uma competição no Aeroporto
de Pará de Minas, que superou todas as expectativas
de público. Tivemos no dia 26 de janeiro uma prova
movimentadíssima em Uberlândia, que acabou
interrompida em função das chuvas, mas também
com um enorme público. A última prova aconteceu
no último dia 10 em Juiz de Fora, reunindo veículos
de vários estados, e também com grande sucesso
de público. Muitas informações sobre
a arrancada podem ser encontradas na Internet: www.arrancadapr.net
Rallye
Embora algumas provas de regularidade já tivessem
acontecido em Minas, na região do Circuito das Águas
no final da década de 60 e início da década
de 70, o esporte tomou impulso realmente a partir de 1974,
quando foi fundado o Rallye Clube Minas Gerais. Os campeonatos
eram apenas de regularidade, e Minas Gerais teve como principal
destaque a Dupla Nélson Carneiro Costa e Eduardo
Santana, bi-campeões brasileiros de 1982 e 1983,
vencendo a hegemonia dos até então imbatíveis
ralizeiros gaúchos. Outro destaque daquela época
foi o casal Wellington Barros e Olívia Barros, sendo
que no ano de 1981, foi disputado o primeiro campeonato
brasileiro de rallye velocidade, nos mesmos moldes das provas
do mundial de rallye. Os principais destaques mineiros dessa
fase foram as duplas Eduardo Cunha, que formou dupla com
os catarinenses Luiz Tedesco e João Gomes, em 1985
e 1986, e Toninho da Matta que então migrara das
pistas para o rallye na mesma época, formando dupla
com o gaúcho. Eduardo Cunha está de volta
na nova fase do rallye nacional, tendo vencido o último
campeonato mineiro na classificação geral
e na categoria A6, e estará neste ano disputando
também o campeonato brasileiro pela equipe FIAT.
Depois tivemos como destaque Eduardo Zenóbio/Dalton
Leal, em 1989, campeões brasileiros da categoria
Novatos. Eduardo voltou a tornar-se campeão brasileiro
em 1996 dessa vez em companhia do co-piloto Marcos Tucano,
e vice-campeão em 1997, por ter deixado de participar
de uma prova, enquanto Tucano vencia de novo o campeonato.
Eles foram campeões mineiros de 2001 na categoria
N2, e também estarão disputando o campeonato
brasileiro de 2002, ao lado de Cleso Guimarães/Francisco
Penteado, Glayson/Gladstone do Bom Conselho, Cláudio
do Bom Conselho/Domingos Camonga e Hector Tomelin/Luiz Celso
Filho. Vários outros pilotos mineiros estão
negociando patrocínios para também disputar
o brasileiro deste ano, juntamente com o mineiro que, em
suas sete etapas promete muita emoção para
o público. Este ano trará de volta também
as provas de rallye turismo, disputadas exclusivamente em
estradas pavimentadas, permitindo dessa maneira a participação
de veículos de passeio comuns, a um custo extremamente
baixo. Para saber mais sobre o rallye, acesse www.rally.com.br,
www.planetaoffroad.com e www.geocities.com/adail/
Off-road
Das expedições informais através de
trilhas próximas a Belo Horizonte, iniciadas em 1990,
surgiram as competições do “off-road”,
do tipo “raid” de regularidade, e logo depois,
as do tipo “velocidade contra o relógio”,
realizadas em pistas fechadas. Os carros desta modalidade
são os utilitários de alta resistência,
e o precursor foi o Jeep Willis, presente na vida dos brasileiros
durante décadas. Atualmente vários modelos
importados participam dos eventos, dentre eles o Suzuki
Samurai, o Land Rover, e os nacionais JPX, Troller e Toyota
Bandeirante. As provas são realizadas através
de trilhas, riachos, subidas e descidas muito íngremes.
O nível de adrenalina é altíssimo.
A FMA supervisiona todas as competições. Em
2002, o Jeep Clube Minas Gerais, o Jeep Clube Morro Vermelho
e o Jeep Clube Tração Minas estão realizando
o Primeiro Campeonato Mineiro de Jipecross, iniciado no
dia 10 último em Conselheiro Lafaiete. O Tração
Minas estará realizando também a Copa Mineira
de Off-road edição 2002. Em julho acontecerá
também a 12ª edição do Rally Ibitipoca,
tradicional prova que recebe pilotos de todo o Brasil, n
a região de Juiz de Fora. Os destaques do off-road
ao longo desses anos em Minas são Plínio Francisco
Júnior, Fernando Lage, Marcos Prado, Daniel Prado,
Leandro Figueiredo, Tunico, Paulo Fidélis, Cláudio
Márcio Francisco, Luiz Carlos Nacif, dentre muitos
outros. Para saber mais, acesse www.planetaoffroad.com
Cross-Country
Essa modalidade é relativamente nova no Brasil. O
primeiro título mundial foi conseguido em 2001 pela
dupla paulista Reinaldo Varella/Alberto Fadigatti, com o
troller, também brasileiro. Apesar de novo, o cross-country
vem alcançando enorme sucesso no país, após
a criação do Rallye dos Sertões e da
Copa Baja, e outras competições do gênero.
Minas Gerais conta hoje com uma das principais equipes da
modalidade, a Chevrolet Rally Team, fundada em Belo Horizonte,
e que conta atualmente com as duplas Edio Fucther/Milton
Pereira e Riamburgo Ximenes/Rogério Almeida. Essa
equipe, representada na exposição pela S10,
foi vencedora das edições 2000 e 2001 do Rallye
dos Sertões, e campeã brasileira de Rally
Cross-Country 2001. Em 2002, estará disputando novamente
o campeonato brasileiro, e em janeiro passado venceu com
a dupla Riamburgo/Rogério, o tradicional “Cerapió”,
realizada no Ceará e Piauí, com a participação
de 90 carros. Para o campeonato de 2002, está prevista
a participação de 80 carros por prova, em
média. O Rallye dos Sertões deste ano, que
será realizado em julho, já conta com mais
de 60 carros inscritos e confirmados. Alguns pilotos mineiros
estão se iniciando no cross-country, e temos muitas
promessas para um futuro próximo, como Luiz Carlos
Nacif/Leandro Barbosa, que já venceram com o Troller
na categoria TT1 do Rallye dos Sertões 2000, Anderson
Guimarães/Francisco Penteado, Carlos Leone/Flávia
Silveira, Fernando Sanches/Alberto Sanches, Luiz Flávio
Cabral/Thiago Sales, além da dupla de Uberlândia,
Luiz Alexandre Garcia/José Maurício Araújo.
Maiores informações no www.planetaoffroad.com.
Velocidade na Terra
Caçula das modalidades automobilísticas disputadas
em Minas, a velocidade na terra vem crescendo muito. A pista
improvisada na divisa de Contagem e Betim em 1999, despertou
o interesse de muitos pilotos, alguns inclusive que já
haviam participado até de corridas de pista. Em 2000,
foi disputada a Copa Grande Beagá de Velocidade na
Terra, com provas em Pará de Minas e Betim, no circuito
localizado junto ao Kartódromo Toninho da Matta.Em
seguida, algumas provas foram disputadas em Contagem e Rio
Casca. O interesse pelo barródromo crescia cada vez
mais. Em 2001, aconteceu o primeiro Campeonato Mineiro de
Velocidade na Terra, com etapas em Rio Casca, Contagem,
e Sete Lagoas. Como as chuvas foram muito intensas no final
do ano, a decisão acabou tendo que ser adiada e somente
aconteceu no último dia 10 de março, em Divinópolis.
O Campeonato Mineiro de 2002 prevê a realização
de sete etapas, no Barródromo de Santa Luzia. A primeira
será no dia 07 de abril. Os maiores destaques do
barródromo são os pilotos Anélio e
Wilton Pena (pai e filho), Miguel Ângelo Mallaco,
Carlinhos BR, Ivo Barroso, Rafael Assis, Bernardo Mattos,
Eduardo Pimenta, Wanderson Freitas, Válber Coelho
e Alessandro Abreu, além dos pilotos de autocross,
que integram uma categoria do campeonato, Héricles
Prata, Eduardo Moreira, Geraldo Eugênio (Ravengar),
e Márcio Soares
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